Tem gente que faz
04 de setembro de 2001, 0:00Muito mais interessante do que apontar erros é prestar atenção em quem está acertando.
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Após a turbulência, vem a calmaria e a oportunidade de refletir sobre o que fizemos de errado. Tanto faz agora se a culpa foi dos investidores que só queriam grana fácil e/ou dos empreendedores que mataram a galinha dos ovos de ouro. O interessante é reparar que alguns conseguiram fazer bom e real dinheiro com a web, utilizando métodos (trabalhosos, é verdade) que muitas vezes são esquecidos, ignorados ou simplesmente esquecidos.
É claro que a realidade é complexa, mas alguns pontos ajudam um pouco.
1. Marketing viral. Trata–se basicamente do marketing barato boca–a–boca. Como participar de listas de discussão, de chats e indiretamente fazer com que nosso site seja lembrado. Muitas pontocoms acharam este tipo de divulgação lenta e trabalhosa, além de queimação de filme (pode ser, se mal feita). Optaram por torrar um monte de grana em belos anúncios de TV que nem sequer mostravam do que se tratava a empresa. Porém o marketing viral reina na internet!
2. Automação realista. A idéia com o e–commerce é que terÃamos um senhor sistema, que permitiria poucos empregados na empresa. O sistema se encarregaria de tudo. Em vez disso terminamos com sistemas inacabáveis e empresas com mais de 2 mil funcionários, que depois se transformaram em 2 mil desempregados. Muitas empresas brasileiras tinham mais de 30 empregados e não davam lucro; agora possuem só 2, estão mais equilibradas e não se notou grande diferença nos serviços oferecidos. Precisava tanta gente?
3. Interatividade. Aqui a idéia era que a internet permitiria informar com precisão quantas vezes um anúncio foi visto e clicado. O que conseguimos foi acusar injustamente as campanhas de banner como ineficazes e fim de papo.
Enquanto isso muita gente faz de fato uma análise mais profunda com cookies e consegue identificar, pela utilização de ferramentas de análise de tráfego, quem volta ao site. São informações preciosas que devem sim entrar no mérito e ajudam a entender onde um site precisa reforçar e onde é possÃvel dispensar esforço pouco recompensador. O maior diferencial da internet com relação a qualquer outra mÃdia pode render se constantemente aproveitado.
4. Pessoas disponÃveis. Claramente há uma discrepância entre um sistema que está firme e forte 24 horas por dia no ar e dirigentes que dificilmente são encontrados, não importa a hora. Conheço casos de portais e pontocoms que evoluem bem porque fazem um atendimento correto ao público e possuem gerentes de marketing e parcerias com quem se pode falar. Tudo isso dá trabalho, mas alguém conhece outro jeito? [web insider]

