Indústria do disco testa CDs à prova de cópias
07 de agosto de 2001, 0:00Cuidado: o fabricante não avisou, mas os CDs que você está comprando podem estar sendo batizados com um defeitinho que os impede de serem copiados para um gravador de CD.
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[Adam Pasick, da Reuters, de Nova York]
A indústria fonográfica está disposta a tudo em sua cruzada contra a troca de música online no estilo Napster, com um plano para colocar controles estritos em CDs incluindo, talvez, aquele CD que você comprou na semana passada.
Algumas das maiores gravadoras do mundo – Universal Music, Sony Music, Warner Music, EMI e BMG – já estão realizando vários testes de campo com CDs que não podem ser copiados para um computador pessoal.
Usando a tecnologia de companhias como as norte–americanas Sunnyvale e Macrovision ou da israelense Midbar Technologies, as gravadoras esperam deter a onda de cópias de CDs para o formato MP3, que tornaram serviços gratuitos tão populares, como o praticamente extinto Napster.
As gravadoras tinham esperanças de que a proteção de direitos autorais fosse conter os serviços de troca de música. Mas a proteção dos copyrights não deve ocorrer de forma eficiente dentro de pouco tempo, como acredita, por exemplo, o analista da Jupiter Aram Sinnreich.
Embora os detalhes específicos dos processos de proteção de cópias estejam guardados a sete chaves, em termos gerais a tecnologia explora a diferença entre o padrão usado pelos aparelhos comuns que tocam CDs, chamado RedBook, e o dos drives de CDs em computadores, conhecido como YellowBook e OrangeBook.
"O que fazemos é a modificação da forma pela qual o CD é colocado no disco, de forma que confunda o drive do computador", disse Eyal Shavit, vice–presidente de pesquisa e desenvolvimento da Midbar. A companhia está trabalhando com uma grande gravadora em testes de campo.
Os drives de computador de CDs são muito mais sensíveis do que os aparelhos de CDs comuns. Ao colocar pequenos erros na hora da leitura, fica impossível copiar os CDs por meio de drives de computador, mas é possível ouvi–los normalmente.
A Macrovision e a Midbar disseram que seus sistemas já passaram pelos primeiros testes, nos quais ouvintes profissionais tentam distinguir diferenças audíveis entre CDs protegidos e sem proteção.
Naturalmente, sempre existirão os hackers. Alguns dos sistemas que nem foram adotados oficialmente no mercado já foram decodificados. E como outros tipos de violação, a quebra do código de um CD pode dar cadeia, mas ainda assim nada detêm os curiosos. [web insider]

