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Cuidado: mecanismos de busca podem enganar

17 de julho de 2001, 0:00

Grupo americano em defesa do consumidor reclama: muitos buscadores iludem o público apresentando resultados que aparecem em destaque porque foram pagos. Monetização é isso aí.

Por Nenhum

Oito dos maiores serviços de busca da internet foram acusados por um grupo norte–americano, na segunda–feira, de enganar os usuários ao fornecerem resultados que na verdade seriam "propagandas" pagas.

O grupo, chamado Commercial Alert, quer que o órgão regulador do comércio nos Estados Unidos (FTC) investigue a denúncia. Ele foi fundado pelo ativista Ralph Nader, que afirma que os resultados dos motores de busca freqüentemente "parecem informação produzida por um algoritmo objetivo de um banco de dados, mas que na realidade são anúncios pagos."

A acusação do grupo envolve os buscadores das empresas AltaVista, AOL Time Warner, Direct Hit Technologies, iWon, LookSmart, Microsoft e Terra Lycos. O Google não faz parte da lista de mecanismos pouco sinceros, digamos assim, pois não apresenta publicidade de forma a confundir anúncios com resultados de pesquisa.

O diretor executivo do Commercial Alert, Gary Ruskin, disse que a prática de inserir anúncios nos resultados obtidos pelos motores de busca, sem a devida advertência, pode levar o usuário a pensar que está obtendo informação objetiva, quando na realidade está clicando em peças de marketing.

"Estes buscadores escolheram um mercantilismo grosseiro, em vez da integridade editorial", disse Ruskin em comunicado.

"Estamos pedindo à FTC para que ninguém seja enganado pelos truques desses buscadores, descendentes de uma enrolação comercial", disse Ruskin sobre o declínio do setor de propaganda online na internet (veja ao lado> Pague para aparecer).

Uma porta–voz da LookSmart negou a acusação, afirmando que nunca foi contatada pela FTC sobre problemas nos serviços e produtos de busca.

"Acreditamos que as alegações do senhor Ruskin não têm qualquer mérito", disse Katherine Shantz. O editor do site SearchEngineWatch.com, Danny Sullivan fundamenta a afirmação do grupo de Ruskin:

"O que as pessoas não sabem é que elas não estão obtendo mais listagens de resultados escolhidos por um critério editorial, mas listagens de páginas amarelas."

O Commercial Alert disse que outros buscadores– como o Google, que faz parte do mecanismo do Yahoo! entre outros motores – faz questão de frisar os anúncios pagos como "links patrocinadores" e não coloca propagandas junto aos resultados das pesquisas.

A acusação de misturar indicações editoriais com indicações pagas já foi feita à Amazon.com, que cobraria para indicar livros, segundo o jornal New York Times (veja matéria ao lado). [web insider], com Reuters

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