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XML abre caminho para os web services

08 de junho de 2001, 0:00

A linguagem XML conquista espaço na criação de soluções e serviços integrados e tende a ser formato universal para dados estruturados na web, um elo entre usuário e servidor.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Até o ano passado, XML não passava de uma estrela em ascensão no mar de nomenclaturas que banha a internet. Sigla de eXtensible Markup Language, o XML ganha o espaço até então ocupado pelo atual "padrão" na criação de sites para internet, o HTML – Hypertext Markup Language.

Estabelecido em 1996 pela World Wide Web Consortium (W3C), a instituição que define os padrões utilizados na rede, o XML supera várias limitações do HTML que, apesar de tudo, continua a ser mais simples de usar, porém peca pela falta de rigor técnico e recursos mais avançados.

Um estudo realizado pela Evans Data Corp, em maio deste ano, revelou que o uso de XML entre programadores cresceu 48,6% desde novembro/2000. Na época, apenas 25,7% adotavam o padrão. Ainda de acordo com o estudo, 53,1% dos entrevistados afirmam que usarão XML até 2002.

Com XML, o programador pode criar uma série de funcionalidades práticas não disponíveis com HTML, que vão da integração com bancos de dados à elaboração de gráficos técnicos. O XML também permite a criação de instruções de comando próprias, as chamadas tags. É possível criar ramificações de uma mesma linguagem para que se adapte às condições de cada site.

Por ser um formato universal, o XML pode ser aplicado em uma infinidade de soluções. Além de websites, o padrão começa a ser adotado em aplicações voltadas aos telefones celulares, PDAs e, essencialmente, aos novos Web Services que devem deslanchar a partir do próximo ano.

Web Services são a iniciativa das empresas para levar, cada vez mais, o usuário ao âmbito do ciberespaço de certa forma interdependente entre a internet e o computador. Os programas – editores de texto, planilhas etc – estariam disponíveis somente na web, assim como outras aplicações, como antivírus, criptografia etc.

Para tal, o XML é apontado como o elo entre usuário e servidor, visto que é um padrão compatível entre plataformas diferentes. Para a W3C, o XML "é o formato universal para dados estruturados na web".

O padrão ganhou um grande impulso – talvez o maior – quando a Microsoft revelou que toda a plataforma .NET seria baseada em XML. No Brasil, a empresa abriu no Paraná um centro de treinamento voltado ao XML e, em breve, deve fazer o mesmo em outras cidades brasileiras. A empresa aposta todas as fichas no .NET – saiba mais nas matérias ao lado – e, conseqüentemente, no XML.

Enquanto as versões mais atuais do Internet Explorer e do Netscape Navigator possuem suporte nativo ao XML, a próxima versão 6.0 será grande parte guiada pelo XML, o qual será responsável pelos principais recursos de privacidade e segurança – saiba mais sobre o IE6 ao lado.

A Sun combina Java com XML em aplicativos e servidores; a Oracle integrou XML no banco de dados Oracle 8i e os entusiastas do código aberto (open source) abraçam a mesma causa.

O comércio eletrônico (e–commerce) também tem no XML uma das principais apostas de crescimento. [web insider]

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