Vivendi Universal vai comprar MP3.com
21 de maio de 2001, 0:00A vida como ela é: mais uma empresa de internet pioneira na distribuição de música morre na praia, adquirida pelo inimigo – uma das grandes gravadoras com quem um dia sonhou competir.
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A francesa Vivendi Universal anunciou neste domingo que vai comprar a empresa de música online MP3.com por US$ 5 por ação em dinheiro em negócio avaliado em US$ 372 milhões.
A aquisição deve fortalecer a divisão de distribuição de música online da Universal, a maior gravadora do mundo. A MP3.com possui audiência e um largo percurso, além de tecnologia patenteada e sistemas de data mining que acompanham as preferências do usuário.
Segundo o comunicado do conglomerado de mÃdia, a "audiência total agregada da MP3.com, GetMusic, FarmClub e EMusic representa quase 40 milhões de usuários registrados, com cerca de 120 milhões de páginas visitas por mês". Desta forma a Vivendi teria o maior público online de todas as grandes gravadoras.
No final das contas a trajetória da MP3.com não foi lucrativa, pois gastou mais do que deverá receber (como aconteceu com a EMusic, veja ao lado). A MP3.com surgiu em 1997, apoiada no princÃpio de que a internet poderia abrir uma brecha no poder de distribuição das gravadoras e projetar novos artistas. Agora tem como melhor opção a venda, diante do peso de problemas judiciais envolvendo questões de copyright.
A compradora, menos de um ano atrás, venceu uma questão na justiça contra a empresa que agora vai adquirir e de quem recebeu US$ 53,4 milhões. Além da Universal, outras gravadoras também receberam grandes somas da MP3.com, multada por iniciativas consideradas infrações pela justiça.
No comunicado, a Vivendi Universal também afirma que a MP3.com deverá contribuir fortemente para as suas iniciativas de distribuição online, inclusive o serviço chamado Duet, em colaboração com a Sony.
A aquisição de certa forma pode explicar o motivo da Universal ter desistido da Musicbank, empresa online destinada a competir com a MP3.com e que no mês passado resolveu acabar antes de iniciar. A Musicbank encerrou as operações depois de receber no ano passado US$ 40,2 milhões em investimentos do Universal Music Group, Bertelsmann Ventures, Atlas Ventures e Bonaventure Investments e ter fechado acordos de licenciamento com a Sony Music, a Warner Music e a EMI.
As pesadas licenças de operação cobradas pelas próprias gravadoras impediriam a viabilização econômica da empresa que elas próprias criaram. Agora faz mais sentido. [web insider]
