Clones do Napster estão perdendo público
18 de maio de 2001, 0:00Estratégia da indústria fonográfica está funcionando: cartas de protesto aos serviços e aos provedores que permitem a troca de arquivos protegidos por direitos autorais, antes de tomar medidas legais.
Por
Reuters
O uso de serviços de troca de arquivos que usam tecnologia similar ao Napster caiu cerca de 75% entre fevereiro e abril deste ano. A informação é de Kelly Truelove, fundadora e executiva–chefe da Clip2, empresa que rastreia o uso de redes de computadores.
Segundo Truelove, o número de usuários simultâneos caiu de 100 mil no final de março para 50 mil no final de abril. O número de arquivos disponíveis caiu em 50% desde o pico registrado em março.
O declínio no uso desses serviços se deve à decisão da Associação da Indústria Fonográfica Norte–Americana (RIAA, na sigla em inglês) de enviar cartas de protesto aos provedores de internet que permitem o uso de serviços parecidos com o Napster.
Também a associação que reúne os estúdios de Hollywood, a MPAA, enviou centenas de cartas para os provedores de acesso em abril dizendo ser ilegal a troca de filmes pelo sistema Gnutella, que tem o mesmo princípio do Napster, mas dispensa o uso de um servidor central.
Como o Gnutella funciona numa corrente de usuários domésticos, sem um servidor, a MPAA depende dos provedores de acesso para acabar com a troca ilegal de filmes, já que não existe uma empresa a quem processar, como no caso do Napster.
Em resposta às cartas da MPAA, diversos provedores de acesso enviaram e–mails para seus assinantes dizendo que o serviço dos usuários do Gnutella seria cortado em 24 horas se a troca ilegal de filmes continuasse.
Mas o estudo feito pela Clip2 revela que o tamanho médio dos arquivos trocados cresceu 20% entre fevereiro e abril. Isso indica um crescimento na troca de arquivos de vídeo, que são maiores que os de áudio. [web insider]
