Mensagenzinhas importantíssimas
02 de maio de 2001, 0:00Indústria sem fio toma medidas para que computadores e celulares troquem mensagens curtas de texto, sem marcas e barreiras. Sistemas fechados que não falam uns com os outros não levam a nada.
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Navegar na web? Negativo. Há tempos a funcionalidade principal da internet têm sido o envio de e–mails e, de dois anos para cá, o uso de mensagens instantâneas (SMS), capitaneadas pelo célebre ICQ e sua legião de fãs.
Desta forma, quando empresas–farol na rede como Hotmail e Yahoo declararam no início de abril, em uníssono, que a internet é, antes de tudo, "uma via de contato" – como se logo para elas não fosse –, é hora de ficar de antena ligada. Uma das promessas para este ano seria justamente o investimento nas mensagens rápidas.
Duvida deste mercado? Em uma rápida checada nos anais da AOL, saltam aos olhos alguns dados e uma inevitável comparação: os assinantes enviam 110 milhões de e–mails e trocam mais de 600 milhões de mensagens instantâneas por dia. Um mercado em potencial, então?
No mundo wireless, o SMS seria uma mina de ouro, a versão global do velho teletrim, não fosse um paredão de cimento a tapar o caminho: a natureza fechada da arquitetura dos sistemas de mensagens instantâneas via web, que impede, por exemplo, que você envie uma SMS via AOL Instant Messager de seu celular da marca X para uma amigo que use ICQ e receba a mensagem em um celular da marca Y…
Não foi à toa que, com festa e fanfarra, Ericsson, Motorola, and Nokia anunciaram no dia 26 de abril que estarão desenvolvendo "especificações universais" para as instant messages em ambiente wireless. O projeto foi intitulado de Wireless Village, e pretende dar frutos até o final de 2001.
Em um momento como este, em que o sucesso do WAP ainda é nebuloso, para muitos é incômodo imaginar as mensagenzinhas salvando o futuro e a saúde ($) de tecnologias como G3, por exemplo. Mas que chega a ser curioso – e engraçado –, chega. [web insider]

