Jxta da Sun está pronto. Vai pegar?
02 de maio de 2001, 0:00A Sun Microsystems colocou no ar o Jxta.org, projeto que pretende concorrer com o .NET e o Hailstorm da Microsoft, além de criar um novo conceito de interação e serviços na internet.
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A Sun terminou de inaugurar em caráter oficial o Jxta. Uma iniciativa que pretende se tornar o centro das atenções ao tratar o software como serviço (aluguel / assinatura ), concorrer com o .NET da Microsoft – veja matérias ao lado – e dar início a um novo conceito de interação entre o usuário e a internet.
O Jxta (leia–se: "juxta") foi criado sobre a plataforma peer–to–peer, adotada também pelo Napster e uma gama de outros programas conhecidos.
A Sun apresenta o objetivo do Jxta com uma analogia interessante: fazer com que a internet funcione a exemplo de um cérebro humano, com bilhões de mensagens em trânsito cuja repercussão gere outra corrente de mensagens. Complicado? Pois é.
Enquanto a empresa deposita grandes esperanças na iniciativa, analistas ainda a encaram como uma curiosidade. Para David Smith, do Gartner Group, o maior problema é que simplesmente não há um problema a ser resolvido. Para Smith, o Jxta continua a ser um projeto de laboratório sem uma necessidade prática.
Por outro lado, a Sun ainda precisa competir não apenas com o .NET, mas também com o projeto Hailstorm da Microsoft. Assim como o Jxta, o Hailstorm é baseado em P2P e tem a comunicação centrada no XML – um formato superior ao HTML, usado para permutar informações pela rede.
A única diferença notável entre Hailstorm e Jxta é que, enquanto o primeiro requer um servidor central para as operações, o segundo pode funcionar em redes sem um centro que sirva às outras estações. No caso, as estações seriam o computador dos usuários.
A Sun espera que o Jxta se torne o padrão em comunicação da web, em um cenário onde todos os computadores estejam interligados entre si, trocando informações ou compartilhando poder de processamento por uma causa. Para servir como exemplo, a Sun usa o projeto SETI@home, famoso por conseguir reunir milhões de pessoas que buscam um ideal: procurar indícios de comunicação extraterrena no espaço.
Futuro
Não é a primeira vez que a Sun tenta impor uma tecnologia como padrão. Quando lançou o Java, em 1995, a empresa propagou a idéia de que o Windows perderia o poder e todos os aplicativos haveriam de ser baseados em Java, uma linguagem independente.
Hoje, o Java é usado muito em servidores e como uma linguagem de programação, mas sequer ameaça o reinado do Windows ou dos aplicativos Microsoft.
Em 1999, veio o Jini; hoje ainda pouco conhecido. O objetivo do Jini, uma espécie de solução simplificada do Java, é gerar interação comunicativa entre periféricos, como impressoras e câmeras digitais, sem a necessidade de um computador como intermediário.
Resta saber se agora, em 2001, será diferente. [web insider]
