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Indústria do disco fatura menos e culpa internet

19 de abril de 2001, 0:00

Vendas aumentaram (2,5 bilhões de CDs) no mundo todo, mas faturamento caiu 1,3%. Singles nos EUA cairam 46%. É o efeito Napster, diz a entidade que representa as gravadoras.

Por Nenhum

da Reuters

A oferta de canções de graça via internet "roubou" as vendas no maior mercado de música do mundo, os Estados Unidos, com os fãs recorrendo ao Napster e outros sites similares, e prejudicando antigos formatos como fitas–cassetes.

As vendas mundiais de música caíram 1,3% em termos de valor para US$ 36,9 bilhões no ano passado, mesmo com mais vendas de álbuns e uma melhor performance na Europa, disse a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), em Londres.

"O ano passado foi um cenário confuso para a indústria global de música", disse o presidente da IFPI, Jay Berman, em comunicado. "Nós vimos a primeira evidência do impacto da música de graça online, bem como os prejuízos que estão sendo causados pela cópia ilegal de CDs".

A desaceleração econômica nos EUA também atingiu as vendas da indústria fonográfica, que já está enfrentando a possibilidade de crescimento lento.

As vendas de "singles" nos EUA, por exemplo, retrocederam 46% em 2000, em relação a uma queda global de 14%, com a IFPI culpando a disponibilidade de sites de canções gratuitas.

O mais popular dos sites, o controverso sistema de troca online Napster, enfrenta um futuro nebuloso, depois de ser ordenado por um tribunal nos EUA a filtrar todo o conteúdo protegido por direitos autorais de seus sistema, num processo movido pelas principais gravadoras.

De acordo com a IFPI, as vendas de CDs cresceram 2,5% em 2000, atingindo 2,5 bilhões de unidades comercializadas.

Seguindo dois anos de fortes lançamentos, os EUA, que representam quase 40% do mercado mundial de música, tiveram uma queda nas vendas em valor de 1,5% e em unidades comercializadas de 4,7%.

Enquanto isso, a Europa viu suas vendas crescerem 1,4% em valor e 1,3% em unidades, com a Inglaterra contribuindo com um aumento em valor de 3,8%.

Entretanto, França, Alemanha e Itália sentiram baques com a pirataria de CDs, disse a IFPI. No Japão, outro importante mercado no mundo da música, as vendas cresceram em termos de unidades mas caíram em valor, com um amplo número de lançamentos de coletâneas a preços mais baixos.

A América Latina e a Ásia, locais que sofrem com os altos índices de pirataria, registraram declínio de vendas.

A IFPI recolhe dados da indústria fonográfica duas vezes ao ano, com informações colhidas junto a 1.400 companhias em 70 países. [web insider]

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