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Fabricantes de celular em momento difícil

15 de março de 2001, 0:00

Motorola diz que concorrentes devem se unir para manter a competitividade e cortar custos, pois o setor não está mais aquecido.

Por Nenhum

[Reuters]

O chefe da divisão de telefonia móvel da Motorola, Mike Zafirovski, disse em entrevista à Reuters nos Estados Unidos que em breve algumas das empresas fabricantes de telefones celulares devem se unir para continuar competitivas.

Para Zafirovski, essa é a única maneira que algumas companhias terão de sobreviver. Em 2001, a previsão de produção mundial de aparelhos caiu para 450 milhões de unidades, bem abaixo das 700 milhões previstas anteriormente.

Por conta da desaceleração do mercado, algumas companhias já começaram a formar parcerias. A Toshiba e a Siemens assinaram um acordo em novembro último para desenvolver a próxima geração de telefones celulares e cortar custos. As duas empresas estudam uma troca minoritária de ações.

Zafirovski disse que a Motorola está tentando tornar–se mais competitiva cortando custos, estreitando o relacionamento com os clientes e desenvolvendo tecnologias estratégicas. Também disse que a empresa já trabalhou em parceria, mas não informou se há alguma joint venture em vista.

"A companhia que conseguir a melhor combinação entre tecnologia, custo e relacionamento com o cliente será aquela que sobreviverá", afirmou Zafirovski. O executivo disse que as pequenas concorrentes da Motorola, que entraram no mercado quando o setor estava aquecido, agora estão sentindo profundamente a crise.

Na verdade, nem mesmo as três maiores empresas do setor não estão imunes. A Ericsson, número três do mundo na fabricação de aparelhos celulares, informou, na segunda–feira, que espera perdas de US$ 500 milhões no primeiro trimestre do ano, em vez de um equilíbrio operacional.

Segunda colocada, a Motorola disse, no mês passado, que terá o primeiro período de prejuízos em 15 anos e que cortará sete mil empregos na sua unidade de telefonia móvel.

Já a Nokia, maior empresa do setor, ainda não se pronunciou sobre o primeiro trimestre, mas, no final do ano passado, havia dito que não esperava crescimento em relação a 2000. [web insider]

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