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Novos banners, velhos problemas

08 de março de 2001, 0:00

Novos formatos aprovados pelo IAB são maiores, mais agressivos e permitem rich media. É até possível navegar neles sem sair do site. Vão dar conta do recado?

Por Nenhum

Rafael Prellwitz

No dia 26 de fevereiro, o Internet Advertising Bureau anunciou a aprovação de sete novos formatos de banners, procurando responder a uma antiga reivindicação do mercado de publicidade online.

Os novos formatos, contudo, não só desagradaram boa parte dos profissionais envolvidos como também levantaram vários outros questionamentos sobre o que realmente precisa ser mudado para uma melhoria efetiva nos resultados da publicidade da internet.

Pioneiros

Os banners surgiram como a primeira forma de publicidade online homologada. Os tamanhos em pixels e kbytes dos anúncios haviam sido definidos pelo Internet Advertising Bureau. Sua performance seria medida pelo índice de cliques e os dados obtidos através de um software gerador de relatórios estatísticos.

O custo da veiculação seria proporcional ao número de exposições contratadas e da qualificação do veículo em questão. Algum tempo depois surgiu o contrato por sucesso, ou seja, pelo número de cliques efetivos, mas isso já é uma outra história.

Tudo parecia perfeito. Bastaria colocar um banner da chuteira do Ronaldinho no site "futebol.com.br" que os cliques surgiriam aos milhares. A possibilidade da resposta em tempo real, a total capacidade de mensuração e a customização dos anúncios fascinou o universo publicitário com a mesma velocidade em que os resultados negativos começaram a surgir.

O que poderia ter dado errado?

Caça às bruxas

Na busca pelo culpado do fracasso da publicidade online, o formato dos anúncios foi escolhido como a principal causa. Limitados, desajustados e inapropriados para uma mídia tão rica de recursos como a rede mundial de computadores. Esses foram apenas alguns adjetivos de uma imensa lista atribuída a esse formato de anúncio.

Na tentativa de dar uma sobrevida aos banners, a IAB reconheceu sete novos formatos. Uma meia–sola numa questão com dúvidas muito mais abrangentes do que simplesmente determinar o tamanho adequado ou o número de kbytes padrão.

Concordo plenamente com que não cabe apenas à IAB o papel de definir os rumos da publicidade na internet, mas sim a todos os segmentos profissionais envolvidos. De qualquer maneira, as mudanças não foram significativas o suficiente para serem consideradas revolucionárias. Vejamos em detalhes o que passa a valer a partir de agora.

As novas especificações

Basicamente, os novos formatos de banners são maiores, mais pesados, mais agressivos e admitem tecnologias mais sofisticadas, como Flash e Streaming Áudio e Vídeo, ao invés do simplório gif animado.

No site da Cnet é possível encontrar alguns exemplos desses novos modelos. Na maioria deles o usuário "navega" pelo próprio anúncio sem precisar sair da página.

Os novos tamanhos são: 120 x 600 (Arranha–céu), 160 x 600 (Arranha–céu largo), 180 x 150 (Retângulo), 300 x 250 (Retângulo médio), 336 x 280 (Retângulo grande), 240 x 400 (Retângulo vertical) e 250 x 250 (Janela Pop–up quadrada).

IAB

Fundada em 1996, a IAB tem como atividade principal avaliar e recomendar padrões publicitários para a indústria online. Essa é a segunda revisão nos formatos dos banners desde a sua criação. Na primeira , foram aprovadas apenas 6 dentre mais de 600 propostas. Seus membros representam empresas diretamente relacionadas ao meio, como America Online, DoubleClick, MSN, Terra Lycos, Walt Disney Internet Group e Yahoo! [web insider]

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