O webdesign (não) morreu no site integrável
07 de fevereiro de 2001, 0:00A construção de um site que se incorpora a outros – portanto despido de enfeites – não quer dizer que o design perdeu importância.
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Vamos relembrar: o mercado de internet tem valorizado cada vez mais sites que são construÃdos para se integrarem automaticamente a outro ambiente – leia–se outro site. Neste caso, o usuário nem percebe que, após um clique, é levado para uma página diferente. A sensação é a de estar no mesmÃssimo site; há uma interação perfeita entre os ambientes.
Para sobreviver neste cenário ‘perfeitamente integrável’, economize nas imagens, não especifique tamanho de página, fontes ou até cores. Em resumo, não incorpore nada à sua página que não possa ser facilmente substituÃdo. Sei que dói, mas o futuro aponta para esta realidade, e nada pode–se fazer.
Neste cenário, mesmo criar bullets ou números para listas pode atrasar o trabalho do portal que vai (quem sabe?) incorporar o site que você está produzindo. Logomarca da empresa em todas as páginas? Forget it.
O webdesign morreu? De jeito algum: está surgindo um novo braço do design para a web, uma versão sofisticada da visão "partner–friendly" (de que quem vem adiante é que importa). A diferença é que, desta vez, não há a sensação de que se está perdendo algo, mas sim participando de uma das etapas de um trabalho maior.
A parte inteligente do ‘perfeitamente integrável’ é a noção de que, ao elevar à décima potência a funcionalidade do design de um site, está se criando um ambiente 100% amigável, onde o internauta encontra o que quer e navega sem pedras no caminho, deixando para trás interrogações e barreiras do tipo ‘em que área do site estou?’ ou ‘em que sub–site deste portal encontrarei esta informação?’.
Para o visitante, nada disso interessa – o que vale, e o que valoriza quem desenha um site integrável, é a noção de que se está em casa, e não neste sub–site ou naquela área. E todos nós sabemos que esta é a idéia que vale ouro. [web insider]
