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Corel Linux acaba, Corel Microsoft inicia

26 de janeiro de 2001, 0:00

Corel abandona sua versão do Linux e se reestrutura em torno de uma parceria com a Microsoft – com quem competia até então.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

No início deste ano, a canadense Corel anunciou que colocaria toda a porção de negócios do Corel Linux à venda. Segundo a empresa, a decisão se apoia em uma nova estratégia corporativa.

O novo plano de atuação da Corel prevê lucros e um crescimento a longo prazo. Profecia ou não, investidores acreditaram o suficiente para fazer com que as ações subissem na Bolsa de Toronto e na Nasdaq.

A estratégia tem três diretrizes: vender a porção Linux; aprimorar os pacotes de escritório (WordPerfect Suite) e gráficos (Corel Draw & Cia);e a mais forte delas – lançar uma iniciativa em conjunto com a então concorrente Microsoft.

Depois que a Microsoft adquiriu uma razoável porcentagem das ações da Corel no ano passado, a especulação em torno de uma possível joint–venture foi persistente. Até que em outubro as duas empresas anunciaram que, de fato, iriam ter um plano de negócios.

A Microsoft investiu US$ 135 milhões e pretende montar uma parceria cuja finalidade será o projeto .NET da empresa. Inicialmente, os sites de ambas as empresas trabalhariam juntos.

Corel Linux à deriva

O abandono do Corel Linux chocou os usuários e a comunidade do setor. O ambiente Corel Linux surgiu de uma iniciativa apressada – mas certeira – da Corel, em 1999, onde o principal objetivo era atingir o usuário leigo e sem experiência em Linux, mas habituado ao ambiente Windows.

Apesar de as vendas não terem sido tão boas quanto o previsto, o Corel Linux foi uma das investidas mais interessantes da empresa. De fato, o sistema operacional da Corel era fácil o suficiente para qualquer um usar e se parecia muito com o Windows na interface.

A partir do lançamento do Corel Linux, diversas outras distribuidoras apressaram o passo e começaram a investir, maciçamente, em uma maior interação gráfica e intuitiva ao usuário. Então surgiram as novas versões, bastante amigáveis, do Mandrake, Red Hat, SuSE, entre outros.

A Corel anunciou uma receita de US$ 6,1 milhões oriunda de produtos Linux; contra uma previsão de US$ 20 milhões na época do lançamento. Os produtos da Corel à plataforma Linux serão vendidos a US$ 5 milhões para uma empresa baseada em Nova Iorque, a Global Linux Partners.

Mesmo baseada em números, a Corel ainda não conseguiu se livrar dos boatos de que teria abandonado o Corel Linux como uma condição imposta pela Microsoft. [web insider]

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