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Solução DivX pode ser comercializada

24 de janeiro de 2001, 0:00

O formato é uma espécie de MP3 do vídeo e pode se tornar uma solução comercial para a compressão de filmes. Mais problemas para o DVD dos estúdios de cinema.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Depois de causar muita dor de cabeça aos estúdios de Hollywood (veja matérias ao lado), os criadores do revolucionário formato DivX podem ir ainda mais longe. Planejam abrir o código do formato e procurar o apoio de empresas decididas a investir no projeto.

Desde o surgimento do DivX, vários programadores começaram a criar uma revisão batizada de "DivX Deux" que, segundo se especula, será ainda mais poderosa e com um algoritmo de compressão mais eficiente.

A fim de agilizar o desenvolvimento da revisão, os criadores jogaram o código aberto na internet para que qualquer um possa estudar e ajudar na elaboração.

O Project Mayo, como é conhecida a empresa fundada pelos criadores iniciais do DivX, planeja sair do submundo virtual e contar com o apoio de produtores de vídeo, empresas afins e entusiastas para se tornar uma solução comercial e rentável.

Para os integrantes do Project Mayo, não se trata apenas de copiar DVDs inteiros, mas sim de prover soluções diversificadas para outros aparelhos e periféricos. Com lucros, é claro.

Para a indústria, o fato ainda é que o DivX, paulatinamente, se transforma em uma espécie de MP3 dos filmes. Ou seja, causa prejuízos e faz com que as pessoas comprem menos DVDs. Pior ainda, propaga a pirataria de conteúdo protegido pela lei.

O trunfo do DivX é que o formato, por si só, não é pirata e não induz à pirataria. Joe Bezdek, um dos diretores do Project Mayo, afirma que a empresa possui todos os direitos autorais do código, contrariando as notícias de que o formato seria uma revisão modificada de uma tecnologia Microsoft.

O problema surge quando ferramentas hackers e ilegais são utilizadas em conjunto com o código do DivX. Desta forma, é possível copiar todo o conteúdo de um DVD para o disco rígido e, em seguida, comprimir de maneira tal a encaixar tudo em um único CD convencional de 650 Mb.

O "corpo" do DivX é baseado no MPEG–4, sucessor do MPEG–3 ou, simplesmente, MP3. Diversas empresas, como a Microsoft, possuem versões revisadas e aprimoradas do MPEG–4. O Windows Media Audio, por exemplo, faz uso do MPEG–4.

Até agora, a indústria cinematográfica não se pronunciou sobre a iniciativa de abrir e publicar o código do DivX na internet. Sabe–se, porém, que a perseguição será implacável contra aqueles que resolvam distribuir conteúdo protegido por lei – a começar pelos tão cobiçados filmes em DVD. [web insider]

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