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Dicas para um site perfeitamente integrado

23 de janeiro de 2001, 0:00

Sites que se adaptam e se integram a outros estão cada vez mais valorizados neste momento survival da internet. Veja aqui como acertar o seu.

Por Nenhum

Bruno Rodrigues

"Perfeitamente integrado". A expressão parece saída dos porões dos anos 90 e de sua onda politicamente correta, mas é a buzzword do momento em companhias candidatas a sobreviventes dessa fase death.com que já dura um ano.

Qualquer coisa que tente ser inovadora ou revolucionária neste cenário de empresas caindo às pencas precisa ser muito fácil de ser absorvida para que possa realmente acontecer – e o "perfeitamente integrado" é o próximo da fila.

Vamos ao ponto: o mercado de internet tem valorizado cada vez mais (leia–se nos últimos meses) os sites que são construídos para se integrarem automaticamente a outro ambiente, outro site. Neste caso, o usuário nem percebe que, após um clique, é levado para uma página diferente. A sensação é a de estar no mesmíssimo site, apenas em outra área; há uma interação perfeita entre os ambientes.

Para o webdesigner, o desafio é criar uma interface fácil de usar e uma arquitetura da informação redonda, que comporte todo este processo de adaptação automática. A seguir, a primeira parte de uma lista de boas dicas, recomendadas por Biz Stone, um antenado diretor de criação de Nova York:

Não misture as bolas

Separar forma de função é o primeiro grande passo na construção de um site que se integre facilmente a outro. Uma perfeita separação entre estes dois elementos ajudará o processo a transcorrer calmamente – e sem um possível retrabalho, o que é capaz de provocar arrepios em webdesigners atolados de jobs para daqui a dois segundos.

Em resumo: a interface inicial (função) deve ficar intacta durante todo o tempo da "transposição", enquanto toda a programação por trás do site (forma) passa por um furacão de mudanças. Outra coisa: a palavra de ordem do "perfeitamente integrado" é flexibilidade. Exemplo: a "cara" do site precisa ser editável ao ponto de conseguir abrigar a marca de uma outra companhia em um momento B2B. Pegou?

Cuidado com a identidade

Um dos maiores riscos na integração de sites é pôr em perigo a funcionalidade de uma página com um design específico demais.Um bom exemplo: se seu site é sobre cigarros havaianos, nada de colocar uma bailarina de hula como ícone para "diversão". Se no dia seguinte a página é "puxada" para um portal sobre cigarros do mundo inteiro, um possível ícone geral para "diversão" não poderá ser nada, digamos, local, e seu "conceito" vai para o ralo.

Não complique

Se puder, use apenas tags básicas. Por quê? Não há segredo: seu HTM será facilmente compreendido por outro programador, além da integração acontecer quase que por osmose. E se seu site puder oferecer uma página de administração em que as folhas de estilo possam ser substituídas facilmente pela do "integrador", melhor ainda. Mudar o estilo dos links, os tipos de fontes e etc. será possível em um piscar de olhos.

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Aguarde: há mais dicas "perfeitamente interáveis" vindo por aí! [web insider]

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