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Artigo vetado por FHC valerá bilhões

18 de janeiro de 2001, 0:00

Lei de Informática impulsionará investimentos em São Paulo trazendo mais de US$ 2 bi adicionais em capital estrangeiro para o estado.

Por Nenhum

Cesar Bianconi, da Reuters

O Estado de São Paulo pode receber até US$ 2,5 bilhões adicionais em investimentos estrangeiros em 2001 em decorrência da aprovação da Lei de Informática, de acordo com estimativa do secretário de Ciência e Tecnologia de São Paulo, José Anibal.

Anibal conversou brevemente com jornalistas após o evento de lançamento da Central Digital de Desenvolvimento, um site do governo do estado com informações sócio–econômicas e demográficas dos municípios paulistas voltado a investidores. A cerimônia aconteceu na Sala São Paulo, na Estação Julio Prestes, na manhã de quinta–feira.

O secretário disse que a projeção de injeção de capital estrangeiro no Estado em 2001 já era de US$ 27,5 bilhões antes mesmo da aprovação da Lei de Informática, o que representava um aumento de 10% em relação ao ano passado, quando São Paulo recebeu por volta de US$ 25 bilhões em investimentos.

"Com a aprovação da Lei de Informática, certamente vai haver um incremento de mais 10%", disse Anibal, acrescentando que isso faz com que o aporte estrangeiro no Estado mais representativo da economia nacional seja de "até US$ 30 bilhões neste ano".

A Lei de Informática foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso no último dia 11 de janeiro, com um veto ao artigo que prejudicaria novos investimentos no Estado de São Paulo. "Eu vetei o que era inconveniente na lei", disse o presidente, durante a cerimônia no Palácio do Planalto.

O artigo décimo, vetado pelo presidente, estabelecia restrições de incentivos para novos investimentos realizados nos estados beneficiados com mais de 50% da renúncia fiscal nos dois anos anteriores à aprovação da lei, o que afetaria São Paulo.

O projeto de lei, aprovado pela Câmara dos Deputados no final de dezembro, tramitava no Congresso há mais de um ano.

Questionado pela Reuters sobre possíveis encontros com líderes da indústria de alta tecnologia para a instalação de fábricas em São Paulo, Anibal disse: "Temos conversado muito".

O secretário confirmou que há conversações com as fabricantes de eletrônicos sul–coreanas LG Eletronics e Samsung. A primeira delas, a LG, anunciou no final de 2000 que pretende instalar uma fábrica de componentes no país.

A assessoria de imprensa da LG no Brasil disse à Reuters que a fábrica deve ser instalada no país a partir de 2002, mas que "tudo está dependendo de um estudo de viabilidade técnica e econômica a ser feito por profissionais da empresa que virão do exterior".

Em agosto de 2000, especulou–se que a Intel, maior fabricante de chips do mundo e conhecida pelos seus processadores Pentium, estaria interessada em instalar uma fábrica no Brasil. A empresa negou a informação. Executivos da Intel no Brasil não estavam disponíveis para comentar o assunto. [web insider]

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