VHS digital quer ser alternativa ao DVD
11 de janeiro de 2001, 0:00O videocassete, que parecia fadado à extinção, pode ser a solução contra a cópia indevida de filmes em DVD. A proposta é da JVC, que já venceu o Betamax da Sony no passado.
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A JVC, pioneira na tecnologia de VHS (videocassete), acaba de apresentar um novo formato que pode resolver os problemas que atrapalham o DVD, candidato a sucessor do VHS.
O Digital VHS funciona em televisões de alta definição, as HDTVs, e possui um sistema de proteção que supostamente elimina possibilidades de cópias.
O conteúdo das fitas não é comprimido, o que gera um volume gigantesco de informações – outro fator que torna inviável a troca ou o download de filmes pela internet, por exemplo. Trinta minutos de vídeo em D–VHS ocupam, em média, 75 Gb. O equivalente a 115 CDs.
Uma fita D–VHS pode gravar e reproduzir até quatro horas de vídeo em alta definição, com uma resolução quase duas vezes superior ao DVD. O interessante é que as novas fitas também poderão ser usadas para gravar no formato VHS tradicional. Com qualidade do VHS tradicional, é claro.
O D–VHS, se emplacar, irá representar outra forte ameaça ao DVD, inclusive em relação às gravações. Os gravadores de DVD sequer trabalham com um padrão único e os discos em DVD já se tornaram brinquedo de criança para os piratas (ver matérias sobre DivX, ao lado).
A proteção contra cópias é o destaque do D–VHS. Um sistema embutido na própria fita não permite a duplicação do conteúdo de um deck digital para outro.
O conteúdo é criptografado através do HDCP – High Definition Copy Protection – desenvolvido pela própria JVC. No DVD, a criptografia é realizada pelo CSS (content scrambling system), que já se mostrou ineficiente.
A JVC alega que, diferentemente do CSS, o HDCP não pode ser quebrado, pois apenas aparelhos de alta definição terão decodificador. Os aparelhos de TV fabricados pela JVC possuem uma interface especial de vídeo, chamada DVI (nada a ver com a solução ISDN da Telemar), desenvolvida pela Intel para computadores e televisões. No caso dos computadores, as portas DVI não possuem um sistema para decodificar o HDCP.
Significa que, pelo menos em tese, é impossível usar o PC para quebrar a criptografia do conteúdo em alta definição do D–VHS, a exemplo do que fizeram com o CSS.
Para a JVC, o D–VHS é a resposta definitiva ao medo generalizado dos estúdios de Hollywood, que amargam prejuízo com a pirataria de filmes em alta definição dos DVDs. A Fox e a Universal já anunciaram suporte ao D–VHS.
Até agora, o maior desafio do D–VHS é o preço para o consumidor. O aparato para reproduzir D–VHS estará disponível em maio deste ano e custará uma média de US$ 2 mil. As fitas virgens custarão entre 10 e 15 dólares.
Mais cara é a TV. O único aparelho que suporta o HDCP é o D’Ahlia System da JVC, que será lançado em meados junho por US$ 10 mil.
Caminhando contra o vento
Enquanto todas as empresas buscam alternativas para tornar os arquivos multimídia cada vez menores, a JVC aparentemente corre contra o vento. Para muitos, é evidente que a empresa procura os incentivos, os investimentos e o apoio dos estúdios.
Ao trabalhar com vídeos não–comprimidos, tornando assim impraticável a permuta através da internet, mesmo em banda larga, a JVC e as empresas que a apoiarem contam com o apoio dos estúdios mas não com a perspectiva das vendas de filmes por download.
História
Para quem não lembra, o JVC protagonizou um importante disputa com a Sony, no início da década de 80, sobre o padrão a ser utilizado em vídeos. A Sony competia com o Betamax, enquanto a JVC ficou com o VHS. [web insider]

1° alexandre Data: 18/12/2008 às 18:01
Atividade: adm empresas
Cidade: interior sp
Que artigo de humor…