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Setor de tecnologia sofre nos Estados Unidos

03 de janeiro de 2001, 0:00

Mais de 200 empresas de internet fecharam em 2000; demissões bateram o recorde em dezembro; Wall Street descrente dos investimentos em empresas de tecnologia. Nem parece o começo do novo milênio.

Por Nenhum

Reuters

Pelo menos 210 empresas de internet fecharam as portas durante o ano de 2000, onde foram investidos cerca de US$ 1,5 bilhão, de acordo com uma nova pesquisa.

O estudo, da empresa sediada em São Francisco Webmergers.com, disse que a taxa de falências acelerou no final do ano, com 60% dos fechamentos ocorrendo no quarto trimestre.

Muitas das empresas que encerraram os negócios foram da área de e–commerce, que responderam por 109 das falências. Sites de conteúdo online representaram outros 30% do total. A Webmergers estima que cerca de 15 mil empregados perderam seus empregos por causa das falências.

Este número não inclui todas as demissões nas empresas pontocom, uma vez que muitas empresas que ainda estão operando cortaram suas folhas de pagamento para reduzir custos.

Recorde de demissões

As demissões em empresas de internet nos EUA cresceram 19% em dezembro e atingiram o recorde de 10.459, de acordo com um relatório divulgado na semana passada pela empresa de recursos humanos Challenger, Gray & Christmas.

O recorde anterior de demissões era de novembro passado, com 8.789 postos de trabalho eliminados nas ponto.com norte–americanas. A Challenger, Gray & Christimas registrou um total de 41.515 demissões em 496 companhias monitoradas desde dezembro de 1999, quando começou a medir o número de desempregados no setor de internet.

Nos 12 meses acumulados, as empresas de serviços online – como consultoria, finanças e informação – contabilizaram 19.535 demissões, ou 47% do total. Os varejistas virtuais responderam por 9.523 eliminações de cargos, ou 23%.

Wall Street vê queda no investimento em tecnologia

Executivos de grandes empresas norte–americanas estão planejando uma desaceleração dos investimentos em tecnologia em 2001, segundo pesquisas independentes de duas das principais corretoras de Wall Street, nos Estados Unidos.

A pesquisa da Morgan Stanley Dean Witter Discover & Co mostra que o gasto em tecnologia crescerá apenas 8% em 2001, contra os 12% registrados no ano passado. A pesquisa da Merrill Lynch mostra previsões similares.

Para o analista da Morgan Stanley, Chuck Phillips, o resultado não é surpresa devido às "incertezas na economia, no mercado financeiro e no ambiente político à época das pesquisas.

Já o analista da Merrill Lynch, Thomas Kraemer, baixou sua avaliação das ações de gigantes como IBM e HP, considerando–as agora como "neutras". Anteriormente, os papéis dessas companhias eram tidos como rentáveis a curto prazo.

"Muitos executivos estão aguardando para ver se a economia se recupera antes de fazer investimentos de risco", afirmou o gerente do Armada International Fund, Martin Schulz,. Mais de 15% dos executivos entrevistados pela Morgan Stanley disseram que irão gastar menos com tecnologia, em números absolutos, no próximo ano do que em 2000.

Outros 14% afirmaram que vão monitorar a economia e provavelmente investir mais somente na segunda metade do ano. As pesquisas apontaram que softwares de banco de dados e comércio eletrônico estão entre as prioridades de investimento na área. Também os servidores Unix devem ultrapassar a média de 8% de crescimento previsto. [web insider]

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