Internet tende a ser menos gratuita
03 de janeiro de 2001, 0:00Corretora européia avisa que modelo de tudo grátis praticado pela internet de forma geral tem tudo para não dar certo. SaÃda seria cobrar por parte do conteúdo. É o que vai fazer o Yahoo.
Por
Reuters
Os acionistas das empresas que oferecem internet gratuita estão pagando caro para desenvolver um modelo arriscado. Essa é a conclusão de um relatório publicado na quarta–feira pela corretora Credit Lyonnais Securities Europe (CLSE).
Segundo a corretora, a web deve amadurecer um modelo semelhante ao da TV paga, no qual o conteúdo diferenciado é bancado pelo assinante."Estamos convencidos de que a internet gratuita é um erro. Ela é uma armadilha para os investidores, perigosa para as companhias e desonesta com os consumidores", afirmou Edouard Tetreau, analista da CLSE.
No ano passado, os setores de telecomunicações, mÃdia e tecnologia tiveram uma queda drástica na Europa, depois de um perÃodo de euforia, deixando dúvidas sobre a solidez do mercado. De acordo com Tetreau, é um erro colocar esses diferentes setores num mesmo patamar.
"A lógica industrial de uma empresa de publicidade, de uma TV paga e de uma editora não tem muito em comum com as operadoras de telecomunicações, afirmou.
Yahoo vai cobrar taxas de leilão
Enquanto o estudo da Credit Lyonnais era divulgado em Paris, na Califórnia a Yahoo anunciava que vai passar a cobrar uma taxa pelos serviços de leilão que oferece. O Yahoo, que diariamente apresenta cerca de 150 mil itens de leilão e até o momento tem permitido aos usuários vendê–los sem ônus, disse que vai introduzir uma taxa que deverá oscilar de 20 centavos até 2,25 dólares, de acordo com o valor do produto a ser vendido.
Segundo Brian Fitzgerald, produtor sênior do Yahoo Auctions, a decisão de adicionar a taxa é parte de uma discussão maior, em curso no Yahoo, sobre a cobrança de outros serviços que hoje são gratuitos.
O Yahoo tem estado sob pressão para cobrar por diversos dos seus serviços, para ajudar a reduzir sua dependência de publicidade, que hoje responde por cerca de 80% de sua receita. [web insider]
