Formação profissional para os iniciantes
26 de dezembro de 2000, 0:00Se você deseja trabalhar para a web e está perdido, aproveite estas dicas preciosas sobre a formação, as ferramentas e a experiência teórica e prática necessárias para se tornar um bom profissional.
Por
Sempre recebemos muitos e–mails de jovens interessados em orientação para formação profissional, especialmente em redação e design na internet.
Para ajudar a esclarecer tantas dúvidas, conversamos com Yuri Lott, webdesigner da MLab do Rio, e Daniel Cariello, redator e webwriter da AgênciaClick de BrasÃlia, que encontraram uma brecha na agenda para clarear as idéias dos candidatos ao trabalho de design na web. Anote aà as opiniões destes dois profissionais:
Design x Webdesign
Yuri – A diferença está no produto final do trabalho. No caso do webdesign, é mais que um layout agradável e que represente graficamente o posicionamento do cliente: é a interface que exerce a função de atendimento, servindo as solicitações de conteúdo, aproximando o usuário da informação. É fundamental que se tenha um bom conhecimento de usabilidade, estrutura de navegação e arquitetura de informação.
Daniel – O bom webdesign deve ter em vista que um site precisa colocar à disposição do usuário as informações facilmente acessÃveis – a não ser, é claro, que seja um projeto diferente, no qual o visitante precisa "descobrir" o que tem no site. O fundamental é a percepção de que a web permite a interatividade. Isso possibilita novas formas de layout, com animações e a interferência do visitante.
É importante salientar que o princÃpio básico do design chamado convencional e do webdesign deve ser o mesmo: a criação de um conceito de comunicação, que vai direcionar todo o trabalho – não importa se chamado de design, webdesign, webwriting, webdevelopment ou qualquer outra área da criação publicitária.
Ferramentas básicas
Yuri – É fundamental o domÃnio de ferramentas como o Photoshop para o tratamento de imagens, programas para a animação de gifs como o Image Ready ou desenvolvimento de peças multimÃdia como o Flash.
Ferramentas vetoriais como o Freehand e Corel Draw não são muito usadas, pois nosso trabalho não tem como produto final a impressão. O mesmo para os programas de autoria em 3D, mesmo que ainda ajudem a compor o layout.
Daniel – Photoshop, Dreamweaver, Fireworks, Home Studio, Flash. A "bagagem" deconhecimentos é também fundamental: não adianta saber operar programas avançados se você não tiver referências e conhecimento necessários para a criação de qualquer solução de comunicação. Afinal, quantos sites vemos que utilizam Flash, Director e recursos tecnológicos de última geração, mas sem nenhuma funcionalidade? Neste caso acabam por dificultar a navegação e criando um peso desnecessário à pagina.
A formação do webdesigner
Yuri – Um curso de webdesign com duração de dois meses não é suficiente para a formação de um profissional. Estes cursos deveriam ser dedicados aos que já possuem formação em design, para ajudá–los a entender as exigências da mÃdia web e adaptar toda sua bagagem profissional ao meio. Hoje os cursos superiores que melhor preparam um profissional para o mercado de web são os de Desenho Industrial e Publicidade.
Daniel –A melhor formação é colocar a mão na massa e procurar estágios em agências interativas. Ainda não há faculdade e, até onde eu sei, a maioria dos cursos tem uma qualidade muito baixa e custam muito caro.
Eu arriscaria dizer que a faculdade da Comunicação, apesar de estar com o currÃculo extremamente defasado em relação à realidade do mercado, ainda é a melhor opção para quem deseja trabalhar na área, justamente porque oferece a possibilidade de discussão e troca de experiências com profissionais atuantes e outros alunos também interessados, além de dar uma base teórica, que é aproveitada para a criação para a web.
O que falta ao profissional do mercado
Yuri – Noções e experiência em web, metodologia de trabalho e saber enxergar tudo como designer.
Daniel – Falta "pensar comunicação". Muitos encaram um site ou qualquer trabalho para a web como uma peça de informática, encaram a internet apenas como uma rede de computadores quando, na realidade, é uma rede de pessoas que se conectam procurando outras pessoas, informações e serviços que agilizem a sua vida.
Os trabalhos devem ser pensados como peças de comunicação que vão atingir pessoas e procurar informá–las, diverti–las, sensibilizá–las e até fazê–las comprar, sem precisarem ver a cara do vendedor para isso.
Conhecimentos adicionais
Yuri – São sempre bem–vindos: noções de marketing, linguagem HTML, action script, funcionamento básico de um banco de dados… é preciso respirar o meio em que se atua.
Daniel – Conhecimentos de marketing, planejamento, redação e de todas as áreas de comunicação, para poder desenvolver um trabalho mais coeso. Além disso, quanto mais conhecimentos extra–comunicação tiver, melhor.
Ou seja, um livro lido pode ajudar em um trabalho, assim como um filme, uma exposição, uma viagem feita, uma revistinha em quadrinhos ou qualquer outra experiência de vida ou cultural. [web insider]


1° Vilmar Data: 11/08/2009 Ã s 17:59
Atividade:
Cidade:
bacana.