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Altavista chega ao Brasil

12 de dezembro de 2000, 0:00

Serviço de buscas segue processo de internacionalização e agora está presente em 17 países.O desafio é tornar o site em português mais conhecido aqui do que a versão original.

Por Nenhum

Alvaro de Castro

O serviço mundial de busca de páginas Altavista chegou oficialmente ao Brasil nesta terça–feira, usando o endereço www.altavistabrasil.com.br. Em evento pequeno no Museu de Arte Moderna de São Paulo no Parque do Ibirapuera – somente 47 pessoas presentes – seu presidente internacional, Pierre Paperon, anunciou números impressionantes do serviço e sua nova estratégia interna e global.

Paperon mostrou que o Altavista detêm a maior percentagem de usuários de fora dos Estados Unidos – somente 40% de seus usuários estão naquele país, contra até 80% em como o Excite. Segundo ele, isto vem do fato do Altavista deter uma "1st mover advantage" de quando ainda pertencia à Digital Equipment Corporation, que eventualmente foi adquirida pela Compaq. Faz um ano atrás, a empresa iniciou um ambicioso processo de internacionalização e agora está presente em 17 países. Na América Latina, começou pelo Brasil e ano que vêm, estará no Chile, Argentina, e México.

Os investimentos feitos para o lançamento no Brasil são de US$ 1 milhão e o site já espera contar como base um milhão de visitantes únicos brasileiros por mês ao endereço mundial da empresa, o AltaVista.com.

O serviço cresce a razão de 1% ao dia e detêm 46% de brand recall na Europa, logo após o Yahoo, com 53%. Ainda segundo Paperon, já é o serviço preferido na Holanda e Suíça. A intenção da empresa é estar presente em 30 países, onde montará pequenas estruturas de até umas quatro pessoas.

O serviço, que possui 38 patentes e aguarda mais 41, não se limita a buscar na web. Também existe em softwares que podem ser adquiridos e que buscam dentro de intranets e até dentro do micro. Para o micro, já disponibilizam para download uma versão beta doprograma "Discovery". No futuro, terá também buscas em WAP, alertas, buscas em portais verticais etc.

O Altavista abandonou o formato de portal e optou por se especializar em busca de páginas após um estudo da MediaMetrix, Jupiter e McKinsey ter apontado que a busca de páginas é o serviço mais usado, com 88%, logo depois do e–mail, com 96%. Assim, em vez de concorrer com portais de conteúdo, preferiu focar no que sempre fez de melhor: buscar páginas. Paperon mostrou que o público do serviço é bastante homogêneo nos diversos países onde se encontra: 41% dos usuários estão online desde 1997, entram no ar cinco vezes por semana, 75% possuem faculdade, 53% têm entre 25 e 44 anos e 77% estão empregados.

Finalmente, perguntado sobre o fato do domínio altavista.com.br já ter sido registrado pela mesma empresa que também registrara aol.com.br, a Intermedia Empreendimentos Comerciais, de Curitiba, Paperon afirmou não estar preocupado e que estão já em contato para possível aquisição do domínio.

De fato, o próprio domínio altavista.com era de uma pequena empresa da Califórnia; o original era altavista.digital.com. A empresa acabou por adquirir esse domínio por US$ 20 milhões na época e poderia tomar medida semelhante no Brasil. Porém, se a coisa ficar feia (ou cara), Paperon afirmou que prefere entregar o domínio para a empresa do Paraná e deixar como está. [web insider]

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