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DVD evolui para se proteger do DivX

16 de novembro de 2000, 0:00

É possível copiar um filme do DVD para o CD e trocar pela internet. Pensando nas perdas, indústria prepara uma proteção contra cópias supostamente inviolável.

Por Nenhum

Paulo Rebêlo

Para usufruir os benefícios do DVD, é preciso ter um DVD–ROM – drive/aparelho para se ler os discos, que são do tamanho de um CD convencional. Os discos detêm uma gigantesca capacidade de armazenamento, os quais podem alcançar até 17 gigabytes de informação. O equivalente a quase 27 CDs convencionais.

O DVD proporciona alta qualidade de som e imagem, além de recursos extras, como legendas em vários idiomas, dublagens, opção de censura para crianças e visão em ângulos diferentes. Em apenas um disco, é possível reunir toda a série de "Sexta–Feira 13" ou "Tubarão", por exemplo.

Os aparelhos de DVD tornaram–se mais baratos e DVD–ROMs (drives de DVD) são vendidos a preços aceitáveis e facilmente encontrados em computadores domésticos. Os filmes continuam caros, mas tendem a ter os preços reduzidos de forma gradativa.

Uma recente pesquisa realizada pela Strategy Analytics apontou crescimento de 300% nas vendas de DVD só no ano 2000. Em 2001, estima–se que os aparelhos gravadores de DVD, conhecidos como DVD–RAM aqueçam o mercado. Dentro de cinco anos, é prevista a quase total extinção do formato VHS (fitas de videocassete) como conseqüência da proliferação do DVD, cuja imersão deverá atingir 80% dos lares estadunidenses.

Quando usado em conjunto com uma televisão de boa qualidade, a superioridade do DVD em relação ao VHS é notória, na nitidez da imagem e na pureza do som. Entretanto, nem todos fazem questão de pagar mais caro por uma qualidade melhor, até porque televisões de alta definição (HDTV) estão além da realidade econômica de muita gente e o VHS continua satisfazendo o prazer de muitos cinéfilos.

DivX

Alguns setores da indústria apostam alto no DVD, enquanto outros permanecem céticos. Pode pesar a opção do formato DivX, que basicamente permite copiar o filme de um DVD para um CD convencional (veja matéria ao lado).

Para dificultar a cópia, a indústria começou a desenvolver um novo método de segurança para uso nos discos e promete lançar, já em 2001, um novo conceito em DVD, supostamente inviolável.

Se o atual DVD permite ser copiado, a saída é, de forma gradativa, pôr no mercado novos filmes e players. Até agora, a solução mais plausível é implantar "marcas d’água" (watermark) em toda unidade de DVD. A marca d’água já é utilizada nos DVD–Audio para protegê–los de cópias, mas não nos DVDs de filmes. A intenção é, eventualmente, fixar a marca d’água em todos os DVDs.

A implantação de uma marca d’água é permanente. Uma espécie de "barulho" (noise), inaudível aos ouvidos humanos, é fixado em cada quadro (frame) do DVD. Apenas o equipamento de reprodução seria capaz de encontrar e reconhecer o barulho.

O processo ainda está em desenvolvimento e diversas análises precisam ser realizadas, principalmente por conta do medo generalizado dos estúdios de Hollywood de que a marca d’água afete, de alguma forma, a qualidade final dos filmes.

Para se ter uma idéia do tamanho reduzido de uma marca d’água, um segundo de filme no DVD ocupa mais ou menos 5MB. Uma marca d’água ocuparia 2 bits de informação, de acordo com o grupo de pesquisas da IBM.

Como a marca integra–se intimamente ao conteúdo do vídeo, sua remoção implicaria danificar a imagem. A marca d’água serve também para informar o que pode ser feito ou não com o conteúdo original. Por exemplo, pode–se "informar" que o DVD só poderá ser copiado uma vez, nunca ser copiado, ou ter apenas algumas partes copiadas. Situação similar ocorre com alguns formatos seguros de arquivos contendo músicas protegidas por direitos autorais.

Significa que mesmo usando o programa DeCSS para remover a criptografia CSS (content scrambling system), a marca d’água irá dizer que determinado conteúdo não pode ser replicado. Quando alguém for tentar ver o DVD pirata em um aparelho de DVD com a nova tecnologia, ficará a ver navios.

Só os novos aparelhos de DVD reconhecem a marca d’água, mas os discos novos poderão ser lidos, sem problemas, nos atuais aparelhos – que apenas não conseguirão achar a marca d’água que impede cópias. [web insider]

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