Ressuscite seu conteúdo!
13 de outubro de 2000, 0:00As informações de seu site estão pálidas? Reengenharia é a solução.
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Você já foi à Disney? Se não, esta é uma boa chance de saber como funciona um parque temático e – depois você compreenderá o porquê – como o conteúdo informativo de seu site deveria se comportar.
Qualquer um dos parques Disney – categoria Magic Kingdom – é estruturados em lands (terras), como a a Adventureland, focada nas histórias de aventuras contadas pelos estúdios Disney; a Tomorrowland, uma visão retrô do que seria nosso futuro, e por aà vai. Cada land tem seis ou sete atrações, em média, que satisfazem a gregos e troianos, com carrosséis, montanhas–russas, simuladores, casas mal–assombradas etc. Mas há um detalhe que faz a grande, imensa diferença: cada land passa por um refurbishment periodicamente.
Refurbishment, que em bom português significa ‘polimento’ é, há anos, estratégia de marketing e ponto pacÃfico entre os executivos Disney. Cada land é repensada a partir de algumas variáveis, como o tempo que cada atração fica disponÃvel, o apelo que ainda tem entre o público, o espaço que ela ocupa no parque, e por aà vai. Estas observações resultam em novas atrações nos lugares das antigas, pavilhões remodelados e lands inteiras reformuladas.
Mas por que esta necessidade, quase obsessiva, de tanta novidade no ar? Visite o Mundo Disney e olhe ao redor: quase metade dos visitantes dos parques retornam em um espaço de tempo que varia de um a sete anos. O que quer dizer que, para um freqüentador– leia–se cliente – não é nada agradável ou estimulante deparar–se toda vez com as mesmas atrações, por mais que a nova visita seja feita pouco tempo depois. O eterno retorno, repleto de novidades, é a fixação dos engravatados Disney e seus engenheiros criativos, os imagineerers.
Isso deveria acontecer em todo site – mas não é o que se vê, infelizmente.
Então, partindo do pressuposto de que um site não é um cemitério de informações, listo aqui três bons caminhos que podem ser tomados para transformar páginas web em ambientes sempre renovados e repletos de atrativos que farão do seu visitante um – atenção, atenção! – cliente fiel:
Conteúdo original
Saber criar desdobramentos para a arquitetura de informação de um site será o diferencial daqui em diante. Exemplo: todo site sobre BrasÃlia, por exemplo, fala sobre pontos turÃsticos, dá dicas de hotéis e restaurantes, aponta parques ecológicos. Mas por que não ir além? Explore a engenhosidade arquitetônica da capital, comparando seu traçado com a de outras cidades planejadas como Washington; sugira roteiros alternativos e divertidos pelas cidades–satélites; conte lendas sobre a capital, como a do visionário Dom Bosco. AÃ, é só cantar vitória: esse conteúdo só você terá, por um bom tempo. É a criatividade e a pesquisa a serviço da originalidade – e você à frente dos outros. Este deve ser um movimento constante, o de criar um conteúdo sempre mais completo que o do site do vizinho.
Conteúdo dinâmico
A informação ficou antiga? Não tem como atualizá–la? Existe um ótimo caminho a seguir: transforme–a em pauta para matéria. Em outras palavras, abra a embalagem e deixe a informação falar por si própria. Exemplo: as informações sobre o Relatório Anual da empresa, disponÃveis desde meados do ano, já criaram poeira? Que tal sair em campo e apurar qual é o processo de organização deste documento, sua real utilidade, quem o consulta, etc. É que chamo de valor agregado ao conteúdo – expande a informação, cria novos motivos para que ele seja visitado, demonstra atenção em relação ao material disponibilizado. E é uma descarga de vida ao seu conteúdo, até então no CTI do site.
Conteúdo recriado
Se não há como injetar criatividade no conteúdo, se não existe o que pesquisar, se o assunto não gera pauta nem para notinha (quanto mais para matéria), não se desespere: já acharam uma saÃda. Ela atende pelo nome de conteúdo recriado, ou reengenharia de conteúdo.
É simples: se uma página vende, digamos, um DVD de última geração, mas a estrutura editorial está montada no formato "Informações sobre este modelo/O que é um DVD/O diferencial da marca", troque tudo de lugar. Que tal atrair a atenção do visitante apresentado–o logo de cara o item "O que é um DVD"? – por incrÃvel que pareça, muitos podem ainda não saber para que serve este aparelho (possÃveis compradores, por exemplo…).
Depois, parta para "O diferencial da marca" e feche com "Informações sobre este modelo". Você estará dizendo a mesma coisa, na mesmÃssima página, mas, apenas com esta inversão de estrutura, terá fisgado um público diverso daquele que tentava atrair antes. E depois? Mude tudo de novo.
P.S. Já que falei tanto em Disney, que tal uma visita ao www.disney.com? Perceba como foi bem pensada a nova arquitetura da primeira página do portal.
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Em novembro, estarei lançando o livro "Webwriting – Pensando o texto para a mÃdia digital" pela editora Berkeley/Siciliano. É o primeiro em lÃngua portuguesa e o terceiro no mundo exclusivamente sobre o assunto. Gostaria muito que você, amigo leitor, estivesse presente à noite de autógrafos, que irá acontecer em várias cidades do paÃs. Para que o convite seja enviado, contudo, é preciso que eu tenha seu nome completo e endereço de correspondência. Conto com a sua presença!
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Após vários cursos no Rio, São Paulo, Unicamp e BrasÃlia, estarei fechando o ano de 2000 com chave de ouro: em 18/11 estarei ministrando o nono e último curso do ano em terras cariocas, e em 28/10 e 16/12 volto à capital federal.
Para 30 de janeiro de 2001, já está agendado no Rio o primeiro da série ‘Webwriting 2’, apenas para quem já fez o primeiro, estão previstos mais cursos em São Paulo e também – finalmente! – chegarei ao Nordeste, via Fortaleza. Participem! [web insider]


1° Lucas Data: 23/10/2009 Ã s 3:27
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Interessante!
Lucas
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