Cadê os cliques no meu banner?
29 de setembro de 2000, 0:00O retorno pode ser bem concreto quando a estratégia de mídia considera certos pontos fundamentais.
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Recentemente a Amazon anunciou que não vai mais renovar o seu contrato de publicidade com a Yahoo.
O contrato, entre outras propriedades, dava direito a uma caixa lateral em todas as buscas realizadas no diretório da Yahoo, procurando também livros sobre o assunto relacionado diretamente na loja de Jeff Bezos.
A Amazon alegou que preferiu concentrar seus esforços na AOL, uma vez que o ambiente fechado do browser da America Online possibilita maior conhecimento dos consumidores e maior eficácia dos investimentos.
É claro que a decisão tem a ver também com uma redução de orçamento, de acordo com a atual onda de quedas no valor das ações das empresas de e–commerce. Porém um ponto muito mais relevante é a questão da eficácia dos formatos de publicidade existentes hoje na web.
Um estudo recente da Jupiter realizado nos Estados Unidos mostrou que os anunciantes andam realmente insatisfeitos em relação à publicidade online, principalmente quando os objetivos são transações efetivas (compra) ou registro de usuários.
Por outro lado, os portais concentram o maior percentual da audiência na internet e, consequentemente, a maior possibilidade de gerar resultados através da publicidade.
Se o banner, como conhecemos hoje, é considerado por todos como primitivo, limitado e insuficiente, é preciso ficar atento à estratégia de mídia online. Não adianta nada reclamar de uma taxa de cliques baixa se você só veiculou um mesmo half–banner durante o mês todo na home page de algum portal… virou paisagem.
Formatos com o uso de DHTML e Flash em espaços diferenciados têm proporcionado taxas de clique pelo menos 60% mais altas, provando que o consumidor responde bem melhor à peças com mais recursos do que os tradicionais full–banners.
Outro ponto fundamental é a relevância. Não adiante nada pulverizar os esforços em espaços de elevada audiência quando não se conhece quem está acessando aquela determinada página. Cada dia vamos ver mais e mais sites investindo em sistemas de personalização e controle dos usuários.
O conteúdo editorial também contribui para o fator relevância, tornando a mensagem próxima do interesse de um determinado grupo de consumidores.
É preciso pensar a estratégia de mídia online de maneira ampla e variada. A combinação de formatos diferentes – como patrocínios, banners, inserções em DHTML, mail marketing e promoções – acaba por tornar as possibilidades de retorno muito mais concretas e eficazes.
Lembrem–se – o que importa são os consumidores, e não os page–views. [web insider]
