Querida, encolhi o conteúdo!
21 de julho de 2000, 0:00Achou que estava sendo objetivo e sucinto em seu texto web? Que nada – WAP nele!
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Todo bom roteirista de cinema sabe: se a idéia de um filme não pode ser contada em poucas palavras, bye–bye – sua obra–prima vai pelo ralo. Que o diga Melissa Mathison, responsável pelo roteiro de ‘E.T.’. Spielberg havia pedido a alguns escritores que desenvolvessem a história de um alienÃgena perdido na Terra. Melissa foi a única capaz de resumir a história em econômicas trinta palavras.
O que significa isso? Que, como diz o ditado, boas idéias vêm em pequenos frascos. Em português claro, deixe as firulas de lado: o que vale é a informação relevante. þI exatamente essa a mensagem que a tecnologia WAP quer nos passar: o espaço é pequeno, o tempo é certo, a informação é o que vale.
Como você sabe, WAP é o protocolo de acesso sem fio que nos permitirá navegar pela web, a partir de agosto, através de celulares, e–books e PDAs. Sem, é claro, precisar daquela fiarada.
Para os redatores web, a novidade chega com a mesma sutileza de uma manada de elefantes no cio. þI hora, então, de revermos tudo o que conhecemos sobre webwriting. Os princÃpios e aspectos continuam lá, prontos para serem seguidos ü risca, mas o caldeirão da redação online tomou uma mexida que só os bons de ginga sobreviverão. Seguem, aqui, algumas dicas sobre este admirável conteúdo novo:
O conteúdo é granular
Texto com mais de 10 linhas, big fotos, ilustrações: guarde tudo isso para a web via computador. O papo aqui é vapt–vupt, sem tempo para floreios. Neste ambiente, abuse de boas chamadas e infográficos bem construÃdos. þI claro que você não precisa aprender a desenhar gráficos e tabelas, mas saber como ‘inserir’ informações neste ambiente é fundamental.
O conteúdo está perto de você
Para a interface direta e objetiva do WAP, o conteúdo será local e ponto final. O que vale é receber informações por onde passo. Que filmes estão levando no shopping onde estou agora? Na vida wireless, nem precisa perguntar – está na tela do celular, do Palm, do e–book e tudo o mais que puder andar com você.
O conteúdo é personalizado
Que tal ser avisado, ao passar em frente ao seu restaurante preferido, que aquele prato delicioso, que você pede sempre, está sendo oferecido com desconto no menu executivo? Se a tendência de customizar o conteúdo já era grande em sites com cérebro, no ambiente wireless é regra. O internauta é um produto fechado, com caracterÃsticas próprias e restritas. No futuro, será que teremos gerentes de conteúdo pessoais em cada portal? Não é exagero.
Os princÃpios, de novo
Já que falamos neles, não custa repetir:
OBJETIVIDADE
Vá direto ao ponto. O internauta não tem tempo para navegar em vão, portanto, disponibilizar informações sem rodeios é fundamental.
NAVEGABILIDADE
O redator para a web é o guia de turismo do site. Ele deve fisgar o visitante desde a primeira página, e dar–lhe todas as ferramentas para que ele possa navegar pela página com tranqüilidade, jamais deixando–o perdido.
VISIBILIDADE
Tornar as informações visÃveis é tarefa árdua, mas o webwriter deve usar a imaginação para criar uma vitrine bem organizada, apresentando o conteúdo do site.
Os aspectos básicos
ARQUITETURA DA INFORMAþGþCO
Para o webwriter, é essencial saber onde se encontram as informações do site que elaborou. O primeiro passo é acompanhar a construção e distribuição da estrutura. O que mais prezo em um site é a inteligência, e páginas com cérebro sempre são as que mais me dão orgulho. Um site em que você navega e percebe que foi bem pensado, mapeado e construÃdo merece todos os louros.
DESIGN
O webdesigner deve ser o melhor amigo do webwriter – e vice–versa. A programação visual deve apoiar em todos os momentos a ação do redator web. Em outras palavras, caro amigo, se um internauta der de cara com uma página feia, baubau webwriting. Por isso o webwriter é o melhor amigo do redator online.
TECNOLOGIA
Webwriting não é só texto. Como estamos na Web, aspectos como tecnologia podem – e devem – ajudar o redator web. Itens básicos como pop–ups, menus em DHTML e Flash são capazes de "acender" o conteúdo informativo de uma página – além do básico do básico, ou seja, links que * sempre* funcionam.
CRIATIVIDADE
A melhor definição para webwriting é "redação online criativa". Deixar o vÃcio (e a necessidade) da rapidez para trás é essencial para quem quer escrever para a Web.
ORTOGRAFIA
O público internauta não tolera textos com erros de ortografia. Revise–os mil vezes antes de apresentá–las, e volte a passar os olhos esporadicamente no que produziu
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Meu curso ‘Webwriting: Pensando o texto para mÃdia digital’, que no Rio de Janeiro já está em sua sexta edição, aterrissa pela segunda vez na Unicamp em agosto. E no mesmo mês farei parte da mesa de palestrantes do II Seminário de Jornalismo Online, no Rio Em setembro, volto a São Paulo, onde estive em maio, e em outubro irei ü Porto Alegre. Haja energia! ;–)
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Na próxima coluna, Vossa Excelência, o Conteúdo Original. Ou, se preferir, o que fará diferença daqui para a frente. Até lá! [web insider]

1° Lucas Data: 23/10/2009 Ã s 3:26
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Interessante!
Lucas
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