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Concorrentes demais na América Latina

07 de julho de 2000, 0:00

Relatório indica que mercado é pequeno para tantos portais. Consolidação vai ser a saída.

Por Nenhum

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Foi divulgado ontem mais um relatório sobre o crescimento da base de usuários de internet na América Latina, o "Latin America Online", pela empresa americana Chase Hambrecht & Quist, divisão da Chase Securities.

Como quase todos os estudos deste tipo, indica que o mercado vai continuar crescendo bem nos próximos anos. Mas aponta também para um detalhe pouco mencionado pela imprensa – o fato de que há muitos concorrentes para um mercado ainda pequeno e muitas empresas deverão ser absorvidas.

Apesar de crescer aceleradamente, a base de usuários não vai conseguir sustentar todos os portais e provedores de acesso, acreditam os consultores. Para quem quiser ouvir, os analistas de finanças que trabalharam no relatório deram o recado: que for inteligente deve deixar o orgulho de lado e pensar logo em fusões e consolidações.

Uma comparação com os Estados Unidos aponta para este caminho. Se lá poucos portais bem sucedidos atendem uma base instalada de 100 milhões de usuários, na América Latina há muitos disputando um mercado bem menor – mesmo que sejam 14,5 milhões este ano e 47,5 milhões em 2003.

E o volume de investimentos em propaganda, que é importante para a receita dos portais, também é pequeno para justificar uma competição tão forte. A expectativa é a de serem gastos US$ 1,4 bilhões em propaganda online em 2003.

Assim, a Chase Hambrecht & Quist avalia que em um ou dois anos a situação será algo em torno de uns três ou quatro grandes portais servindo toda a América Latina e mais um ou dois nos mercado locais.

Consolidações tipicamente poderão ocorrer entre os portais horizontais e maisespecialmente entre os verticais, aqueles que atendem públicos específicos, como os sites de esportes, de música ou sobre animais de estimação, por exemplo.

Já as empresas B2B podem ficar contentes com o relatório. Estas deverão movimentar 70 por cento das transações de comércio eletrônico. O setor business to business, no entender da a Chase Hambrecht & Quist, será um fenômeno muito mais revolucionário na América Latina do que foi nos Estados Unidos, porque as operações de suprimentos por aqui são menos eficientes e há muito espaço para a melhoria dos processos.

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